quarta-feira, 13 de junho de 2012

A carta que não tive coragem de enviar ou soneto do covarde ou até mesmo,soneto do sobrevivente


Tua ausência me trouxe medo,
e transformou-me ,em uma anjo da desolação
que nas noites frias rabisca versos
para entregar-te no próximo verão

Sozinho relembro dos momentos de afeto,
engolindo em seco tudo o que passou
jogo as palavras triste no caderno
e as gozo com o velho rock'n roll

Minha carta não pede teu retorno,apenas compreensão
a compus porque ainda te amo
e não penso em desistir

Ao contrário dos que falaram que teu amor mata,
houve um enorme engano,
olhe para mim, eu sobrevivi




Parecem ser palavras bonitas, mas nada se compara as palavras rudes que eu ouvi de alguem que não me amava -sim, parece Raul - mas elas estão aqui, em homenagem ao dia 12, esse último que passou que como sempre o mundo paroupois os que amavam, nesse dia,
 não tinham ninguem.


Boa quarta feira...

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