Não vi espécie alguma
florear entre meus dias
de maio á maio
Não ouvi sussurros
de donzelas virgens
desnudas em
seu próprio encanto
Relutei contra
o sabor do meu
próprio mau
e percorri mares
em busca de qualquer
reflexo das estrelas
Nada achei
Só em uma poça
de águas turvas
vi meus olhos
ressurgindo de
um inverno perpetuo,
reluzindo um brilho
fragmentado
- não sei qual -
sobre todas as coisas
presentes em maio
Tornou-se assim
prateado o orvalho
de minha infância,
verdejante o mato seco
do quintal,
atingíveis os sonhos
esquecidos,
eternizados, os lábios
femininos
Tornei-me assim,
alegre em minha
permanente tristeza,
enclausurado, encantado,
inquebrado, engajado
- um pobre poeta
de metáforas
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