domingo, 28 de abril de 2013

Fim do horário

Quando o meu horror diário
repousa em teus braços,
o mundo não me leva
a pensamentos,
tudo o que sou, está
recostado em tuas mãos sagradas

Remova-me então  para
o continente de miósotis,
faça-me uma
a rocha imóvel
para resistir a plantas atrozes

Deixa-me eternamente reclinado
em tua janela, pois
se existe algo que
possa me desviar
dos males semanais,
é o teu retrato matizado,
é o teu perfume
extraído de tua essência
que te fazem bela e vivaz

Por isso, amor meu,
desejo tanto tuas essencias,
quero nelas viver,
mesmo lúcido e
confrontando a natureza,
quero tê-las
mesmo em fragmentos
tão pouco envoltos,
apto para crescer raízes em
meu campo ferido
até que uma ponta de miosótis
me mova lúcido
entre os espinhos
de cada hora.


Ai ai saudade,
não venha me matar!


Boa semana!

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