domingo, 20 de maio de 2012

Relato de um cotidiano frustrado

A beleza da vida é algo distante para nós sofredores, acolhedores de nossas próprias sinas.
A cada passo nas noites frias é notável a tristeza e a solidão nos olhos daqueles que sorriem pela tarde que passou.
Latidos somente são ouvidos por aqueles solitários que ao invés de estarem em seu leito repousando, sentam-se ao sofá, observam a parede branca e suja, deixando o silêncio e a melancolia da hora invadir sua pequena existência.
Agora pode ser tarde para a colheita , mas não para o plantio.
A vida é cheia de rosas e perfumes, mas se colher-eis com um anjo, terá rosas e perfumes até o fim.
Olhos de paciência servem para ouvir, olhos de tristeza serviram pra amar ,a o abrir a janela e notar o clarão das estrelas, verá que o dia pode mudar.
Chorar pela grama é inundar as próprias lembranças, afogar-se nelas é respirar uma falsa esperança, mas dormir mais cedo essa noite, é uma grande mudança.


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