quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A flor dourada

Não poderia reluzir tal brilho
se teus cândidos olhos não
criassem doces raízes em
meu âmago, a eterna lua que
não se apaga por essências
de tais Dionísias da rua.

O coração estremecido pela
ríspida primavera de outros
tempos, percorreu atalhos
errados até encontrar tuas
madeixas reluzindo em
noites de março
através dos silvados

Percorri meus dedos
tortos em tua brandeza
feminina em dias incertos,
com pedras nas camas e cães
em calçadas, enquanto
ainda sem ternura, parávamos em
esquinas entorpecidos por fantasmas
de um mesmo verão.

O brio abatido por estações,
abrasava com a áurea vastidão
presente junto de teus lábios,
em seguida cegaram os relógios
de meu lar e assim não havia dias,
mas a primavera se fazia presente
enquanto meu peito abrasou,
logo elapartiu do calendário e
criou longas raízes, infindáveis e
autênticas em meu pobre quintal.



Agora eh encarar :/


Boa quarta-feira!

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