Vejo muitos papéis andando
papéis informados, rabiscados a mão,
lamento nenhum conter poesia,
são todos cravados por uma obrigação
Se o relógio não me olha, eu o olho,
repenso a vida, e volto pra trás,
a hora tão amiga, inimiga, manipula
o sonho, me afasta da paz
Quando enfim devo partir, o sol se vai
assim como o descanso e a alegria,
o dia seguinte é o mesmo, a noite
é pequena, tudo volta noutro dia
O cansaço não é atroz, mas ora
pode tirar o que de vivo eu já compus,
consola-me a esperança que ao fim
de tudo, de mim saía, uns versos de luz.
Hello darkness, my old friend !
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