Se as constelações não desenham
seus retratos divinos no crepusculo
de maio,
minha face não encontra
a iluminação do amor
Rastejando em memórias de outras vidas,
pois á essa não pertenço,
vou em busca de um raio, uma chama,
um cisco dourado qualquer que possas
clarear as paredes escuras da vida
á qual jamais pertenço sem luz
Vem de ti minha criança, um sopro dócil,
escondido entre os arbusto da rua
incitando meu fracasso á olhar o negro do céu
mesmo que a terra sem vida e inundada de dor
esconda em ruínas, em esquinas distantes
uma parcela completa do tu és:
mulher, deusa, anjo
amante, força e menina.
E assim atentado á invencível,
vou de ruína em ruína
buscar o que é meu,
e pouco pouco sem cair
jogarei ao ar impuro da noite
os pedaços que te compõe,
até que tua imagem invadas
o escuro do céu, e alegre, infante
reluzente, recubras minha vida
até a chegada do sol.
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