Teus olhos, minha amada
são oceanos de beleza
nos quais me afogo,
me afoguei, me afogaria,
tudo outra vez
Quando mira-os para
o pobre rapaz que sou,
teus olhos fazem-se
uma cascata voraz
jorrando esta tua beleza
até minha boca, a qual
fez sede em tudo o que sou
E se vertes uma lágrima tímida
de teus olhos infantes,
tens minhas mãos enuviadas
para recostar tua brandeza
Mas por vezes, as deixo escorrer
por teus traços de huris,
pode ela ser nascente
vinda da relva úmida do paraíso
ou de uma poça d'água em nuança
sob o arco-íris de janeiro
ou a simples nascente
onde começas tua divindade.
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