domingo, 11 de novembro de 2012

Extraindo

Em um fim de tarde olhei para o horizonte,
vi uma imensidão de vida,
a luz do sol sumindo junto aos pássaros
e a noite desabando como chuva sobre as cabeças amantes

Eles não temem o tempo,
as próximas horas - para eles- serão eternas

Voltei meu olhar para o outro lado
e vi a selva das cidades,
várias guerras de egos
em um deserto sentimental

Essas visões horrendas
são tão reais quanto a vida,
pois não há como cegar,
mas há como partir sem sofrer,
mas há como partir sem fingir

No campo,
na praia,
na estrada,
na montanha,
não importa

Qualquer canto longe dos espinhos urbanos,
qualquer canto sutil
pronto para abrigo,
onde o amor possa sobreviver



Boa semana, tentaremos resistir!

Nenhum comentário:

Postar um comentário